25 - Bruno Alcântara

1417 Words
Bruno Alcântara Deito ao lado da minha Deusa e vejo o quanto ela está fragilizada, mesmo que tenhamos feito amor agora, sei que ela está tão confusa como eu mesmo estou nesse momento. Não quero pressionar, mas também não é fácil aceitar que minha Deusa terá outro homem em sua cama enquanto estou na mesma casa que ela. A puxo para o meu peito e mantenho os nossos olhos fixos, sorrio quando o lençol nos cobre, principalmente seus pés que sempre estão com frio. — Me perdoe… — A silencio antes que ela possa concluir o que esteja pensando. — Sou eu quem deve implorar o seu perdão minha Deusa, entendo o que está sentindo. — Respiro fundo e forço um sorriso nos deixando um de frente para o outro. — Está me doendo saber o que decidiu, mas aceito a sua escolha. — Sorrio e seco uma lágrima que surge em seus olhos. — É por isso que estou tão confusa Bruno, achando que não mereço nem você e tão pouco o Hassan. — Deixo uma gargalhada explodir. — Você é a mulher mais maravilhosa que existe, minha Deusa. — Digo mantendo o carinho em suas costas. — Se ele ainda não sabe, sei que vai descobrir em algum momento. A puxo contra o meu peito e sinto o seu corpo relaxando e contraindo. — Está sentindo algo? — Pergunto preocupado. Afinal, estamos grávidos de gêmeos, seu rosto estava com uma fisionomia de dor. Fico preocupado em vê-la daquela forma. Carol começa a respirar fundo e tentar encontrar uma posição melhor. — Estou sentindo cólicas desde ontem, depois que bati o carro em você, a culpa é sua… — Vejo um sorriso surgir nos seus lábios. — Me atirou a sua faca, ganhei seis pontos e nem estou te culpando de nada. — Sorrio com ela. Coloco uma mão em nossos bebês e faço um carinho gentil na esperança que ela me diga o que fazer. — Vai passar… — A vejo respirar fundo algumas vezes. Fico incomodado em vê-la daquela forma, mas não posso fazer qualquer coisa que a irrite. Já entendi que isso aqui foi o nosso término e mesmo acreditando que estarei sempre pelas beiradas esperando por minha esposa. — Quer ir a um hospital, ou precisa de algo? — Ofereço ajuda, porque sei que ela não dirá nada. Ela n**a com a cabeça e confirmo aceitando a sua escolha, não a quero me afastar, mas continuar aqui é pior do que saber que não poderei ficar hoje e continuar amando a mulher que desejo. — Vou para o Rio, começar a preparar o encontro que teríamos com Hector e tentar pensar em uma forma de fazer a nossa casa ficar segura. — Digo antes de me erguer da cama. — Onde você vai? — Noto em seus olhos se questionamento o que estou fazendo. — Amo você, sempre será a minha Deusa, a mulher que me transformou no que sou hoje, mas ainda não estou pronto para aceitar o que me pediu. — Saio da cama com os olhos fixos no dela. — Também te amo! — Sussurra e volto para a cama. Seguro em seu rosto e a beijo com ternura, demonstro o quando a amo nesse momento deixando ela livre para experimentar o que precisa. Deixando claro que sempre estarei aqui para ser o seu apoio. — Obrigado por não me matar! — Digo rindo. Na tentativa de deixar essa nossa separação um pouco mais leve para ela, porque aguentarei o fardo de tudo isso por mim e pela minha esposa gravida. Ergo da cama outra vez, recolho as minhas roupas e começo a vestir sobre os olhos acentos da minha Deusa. — Nossas mães estão vindo, mas prefiro conversar com elas no Rio. — A ouço dizer. — Deixará Laís e Matheus? — Já que eles acabaram de chegar. — Sim, em poucos dias as aulas começarão e sei que a Bia não vai se importar de ficar com eles por poucos dias. — Ela diz sorrindo. — Estou indo para casa, te espero lá. — Digo assim que termino de calçar os meus sapatos. Olho mais uma vez para a mulher que tem meu coração, sentimentos e minha vida em suas mãos, assim como tenho os dela também. A deixo na cama e sopro um beijo. Saio do quarto com o peito ardendo com a dor de saber que o homem que dormirá em minha cama mais tarde está no andar de baixo, que provavelmente ele que cuidará da dor que ela está sentindo nesse momento e que não quis compartilhar comigo. Desço as escadas lentamente e olho na direção da cozinha e vejo que os dois estavam ali, com uma xícara de café em suas mãos. Respiro fundo e vou em direção ao homem que está conquistando a minha esposa. Assim que entro na cozinha, os olhos dos dois pareciam me sondar tentando descobrir o que iria fazer ali. — Frank, saia! — Digo Olho para os dois que parecem meio receosos e respiro fundo para controlar a minha raiva. — Não matarei o amante da minha esposa, agora saia se não quiser receber uma bala em sua cabeça no lugar dele. — Digo começando a ficar ainda mais puto. Noto quando Hassan dá um sorriso de canto e bate no ombro do amigo. Observo o segurança sair da cozinha e Hassan tomar uma postura um pouco mais defensiva. — Amo a minha esposa soldado, te odeio por estar entrando por uma porta que deixei aberta. — Digo irritado. Hassan solta a xícara e mantém os seus olhos sobre mim, sem dizer nada. — Estou deixando ela livre para que cuide dela, que faça melhor do que fiz, mas lembre-se em algum momento a minha Deusa precisará de mim e estarei esperando para voltar para o lado dela. — Seguro com firmeza na borda do balcão. Porque a única vontade que sinto nesse momento é de socar a cara dele por estar me tirando a minha esposa. — Sinto muito senhor Bruno, não era a minha intenção de… — Se meter no meio dessa situação? Claro que não era! — Digo com ironia. — Não era, mas você sabe como ela é apaixonante e sim estou amando me envolver com Sayidati. — Diz de queixo erguido. Dou a volta no balcão e me aproximo do homem que mantinha sua fisionomia neutra e olhos fixos nos meus. Mas não consigo me conter, ergo a mão e o acerto no meio do rosto. Com o impacto ele se desequilibra e começo acertar um soco atrás do outro, estou tão puto que não me importo o que a minha esposa irá achar do estrago que estou fazendo com esse árabe. — Ela é minha esposa, pode passar o tempo que for… — Seguro na gola da camisa e o faço me olhar. — Voltarei a ser o marido da minha Deusa, então aproveite e cuide dela, estarei no seu encalço. Solto a camisa e me ergo do chão, deixando ele por lá com Frank que aparece logo em seguida. Respiro fundo algumas vezes e saio do espaço indo em direção à saída e vejo a minha esposa no topo da escada, o seu olhar fica confuso. — Desculpe, não consegui resistir… — Viro de costas e saio de casa. Deixo que eles se resolvam e entro no carro onde estão os meus seguranças, pelo olhar dos dois sabem muito bem o que aconteceu dentro daquela casa. — A partir de hoje, o que acontece em casa fica lá dentro… Começo a dizer, disse a minha Deusa que iria organizar a sua chegada e assim farei. — Estou separado da Carolina, ela está se envolvendo com Hassan e assim que voltarem para o Rio eles ficaram em nossa casa, preciso que escolham com cuidado as pessoas que entrarão em casa. — Digo aos dois. Os vejo concordar e seguimos caminho. Amo a minha esposa, se ela precisa desse momento, então darei a ela e o resto enfrentaremos como família como sempre fizemos. Vamos ao hotel apenas para pegar nossos pertencer para voltar para o Rio de Janeiro, tenho que organizar tudo para a vinda da minha esposa e o árabe que desejo matar nesse momento. Assim que chegamos em casa, sou recebido por minha irmã e meu cunhado na sala da minha casa. — Mamãe está vindo, vai me contar agora ou saberei somente quando ela chegar? — Minha irmã diz.
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