Wesley
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Assim que me arrumo no meu escritório, Arthur passa a cabeça pela porta.
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— Hey, cada e ai como foi a primeira entrega da manhã? Manuella não é incrível? — Ela é incrível, tudo bem, não tenho certeza se quero compartilhar o quão incrível eu acho que ela é com o pai.
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— Ela é perfeita, só estou preocupado se estamos monopolizando muito do tempo dela. — Eu lentamente corro a palma da minha mão pelo meu rosto.
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— Ela tem dezoito anos, não deveria estar saindo com os amigos, se metendo em problemas, fazendo todo tipo de coisa que os jovens na idade dela fazem? Lembro-me dos meus dezoito anos e eu não era nem de longe tão responsável quanto Manu.
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— Morda a língua cara. Minha Manu sempre teve uma boa cabeça. Acho que perder a mãe só solidificou isso ainda mais. Acho que ela poderia ter sido de qualquer maneira uma adolescente rebelde ou o que ela é hoje. — Arthur solta um suspiro enquanto passa a mão pelos cabelos loiros.
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— Eu sou verdadeiramente abençoado, ela acabou sendo tão forte. Sinceramente, acho que não poderia ter lidado com uma adolescente bagunceira em cima dos gêmeos enquanto lamentava a perda de minha esposa de jeito nenhum.— Ele responde dando um suspiro lento.
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— E os amigos? Certamente ela precisa de algum tipo de liberdade, ela não pode assumir toda essa responsabilidade sem poder se divertir de vez ou outra, não? — pergunto-me em voz alta, sem ter certeza se a preocupação é puramente altruísta.
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— Ela relaxa. Vamos nos reunir na próxima semana e algumas de suas amigas vão vir pafa o churrasco. Enviei para você e os caras o convite.— Arthur bufa enquanto revira os olhos.
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— Devo ter perdido tudo o que vem acontecendo. Claro, estarei lá.— Ver Manu em um momento de descontração vai ser bom.
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— Ótimo, você testemunhará em primeira mão que Manu de fato, se solta. Cara, você faz parecer que ela é nossa serva e não a deixamos sair ou se divertir. — Arthur coloca a mão no coração em falsa indignação.
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— Durante o ano letivo, eu fazia o turno da manhã com os gêmeos e Manu os buscava depois da escola, ela estava no comando apenas das quatro às sete e só estava em serviço de tempo integral quando tive que sair da cidade para trabalhar. Caso contrário, ela está livre para fazer o que quiser, dentro da razão, é claro.
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— Eu não quis dizer nada com isso, eu juro, só estava dizendo que ela é muito mais adulta do que eu na idade dela, somente isso. — Eu mudo de lugar, de repente me tornando extremamente desconfortável com esse tópico.
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— Então, você está pronto para o contrato de Cecília? Ouvi dizer que ela é uma pessoa difícil de lidar.— Mudo de assunto antes que as coisas se tornem desconfortáveis.
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— Sim, foi por isso que vim aqui esta manhã. — Arthur me mostra um sorriso de orelha a orelha e se inclina para frente em sua cadeira.
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— Eu tenho a equipe de segurança dela informada e pronta para ir. Só precisava que você revisasse o contrato uma última vez, o gerente dela fez algumas mudanças e quero que você as faça antes.
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— Claro. — Pego o arquivo da mão dele e o expulso do meu escritório.
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— Vou dar uma olhada agora e retorno para você na próxima hora, vamos ver as demandas malucas que eles criaram agora.— Assim que a porta se fecha atrás de Arthur, meu telefone toca me notificando sobre uma mensagem recebida.
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É da Manu, depois de desbloquear meu telefone e abrir o aplicativo de mensagens, vejo uma foto de Hadassa segurando uma tulipa.
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Manu: Não se preocupe, Na verdade ela não arrancou a flor. Caso contrário, a polícia do Jardim teria nos perseguido. No entanto, criou uma foto perfeita!
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Eu rapidamente digito uma resposta.
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Wesley: Obrigado por compartilhar, isso fez a minha manhã.
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Coloco meu telefone de volta na gaveta e sorrio, é bom saber que Hadassa está se divertindo e sendo tratada com bastante cuidado. Vou ter que me lembrar de agradecer a Manu mais uma vez quando voltar para casa hoje à noite e talvez me desculpar por ter sido tão i****a antes.
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São seis horas quando subo os degraus e entro em casa, tulipas e chocolate a tiracolo. Assim que entro, ouço comoção na cozinha e o som mais doce que já abençoou meus ouvidos, as risadas de Hadassa, cortesia dos dois meninos sentados em ambos os lados dela. Thiago e Diogo estão fazendo caretas para Hadassa enquanto comem macarrão e fazem barulhos.
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— Parece que eu tenho perdido toda a diversão. — Eu rio de todo o coração.
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— Eu venho trazendo presentes. Tulipas para as mulheres e chocolate para os homens. Isso, é claro, se estiver tudo bem para Manu. Não tenho certeza qual é a regra para doces.— Eu sei que estou colocando isso de maneira rude, mas fiquei me sentindo um pedaço de merda o dia inteiro.
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Manu é tão doce, se esforçando para tornar o dia de Hadassa divertido, até me enviando fotos atualizadas e como agradeço a ela? Sendo um i****a, implicando que ela não estava levando seu trabalho a sério.
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— Eles podem comer uma guloseima depois do jantar, mas você realmente não precisava nos trazer nada. — As bochechas de Manu dão o tom mais bonito de rosa enquanto ela coloca outro lugar à mesa.
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— Você vai se juntar a nós para jantar ou vai comer mais tarde?— Antes que eu possa responder, os dois garotos se voltam para Manu e lançam os maiores olhos de cachorrinho que eu já vi.
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— Nu Manu, podemos comer o chocolate agora, por favor? — Eu rio e falo baixinho desculpa, esperando não ter criado apenas uma birra noturna para ela.
— Vocês dois podem comer chocolate depois do jantar, desde que agradeçam ao Sr. Wilson por sua bondade. — Ela olha para mim através de seus longos e grossos cílios e sorrisos.
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— Obrigada pelas flores, elas são lindas.
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— Obrigado, Sr. Wilson, — dizem os meninos em uníssono.
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— Sem problemas, foi um prazer. Fui inspirado pela foto que você enviou anteriormente e não vi porque minha linda Hadassa não podia ter algumas tulipas. — Sorrio, lembrando-me de Hadassa tentando pegar a flor do Jardim.
— Além disso, eu queria
agradecer a todos por dar um dia tão divertido à minha filha.— Incapaz de me ajudar me movo atrás de Manu e gentilmente coloco minhas mãos em seu quadril, cavando meus dedos no material de suas roupas.
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Estou me perguntando o que diabos estou fazendo quando o corpo dela responde com uma forte respiração, meu toque a afeta. Eu dou um sorriso para mim mesmo enquanto eu a respiro, ela cheira a baunilha, o perfume sensual é uma diferença tão forte que eu esperaria de alguém da idade dela.
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— Me desculpe por está manhã. — Eu me Inclino ainda mais perto, passo meus lábios logo acima da pele atrás da orelha.
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Como se minha voz fosse a chave e seu corpo a fechadura, arrepios começam a subir ao longo do contorno do pescoço e sua respiração constante fica irregular.
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Instantaneamente, eu a imagino respirando assim, se contorcendo debaixo de mim enquanto lentamente lambo seu corpo. Percebendo que cruzei uma linha torta, tomo um último momento e aperto as duas mãos antes de soltar os quadris dela.
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Eu não deveria ter feito isso, sabendo muito bem que tocá-la assim está fora dos limites. Tanta coisa para não cruzar fronteiras.
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Amanhã, amanhã estarei melhor.