Desabafando

1139 Words
Faz exatamente dois meses que Petra estava casada, Bryan continuava em coma, nada tinha mudado. A vida de Petra continuava igual antes, porém, estava um pouco mais suportável, a mesma proibiu que Emma e seu pai fossem a sua casa, e isso foi uma das melhores coisas que ela fez, pois agora, ela não tinha Emma para implicar com ela e não tinha seu pai para humilha-lá ou falar o que ela deveria ou não fazer. Rebekah às vezes fazia uma visita a sua nora, e para a sorte de Petra, nunca demorava. Mas quando a mulher ia embora, sempre deixava Petra m*l com seus comentários maldosos, que ela não fazia nenhum esforço em guardá-los para si. Rebekah sempre falava m*l do corpo e da aparência de Petra, fazia comentários, tipo, "Você está gordinha, precisa emagrecer" ou "Você precisa fazer dieta, ou irá engordar". Às vezes Rebekah implicava com o corte de cabelo de Petra, ou crítica suas roupas. Esses comentários deixavam Petra louca, mas a mesma apenas respirava fundo e não falava nada, ela não queria mais problemas, ainda mais com a bruxa da sua sogra. Petra estava estudando em casa, a mesma estava no último ano, então, contrataram um professor particular para ela. Tudo invenção da sua sogra, que disse que ela não poderia ir para a escola ou estar saindo de casa, sem ser para visitar seu marido, ela agora era uma mulher casada com um homem famoso, e ela não poderia aparecer muito, tinha que se manter fora das câmeras e evitar fofocas ou qualquer outra notícia tanto sobre ela ou o casamento. Petra também poderia falar algo sobre seu casamento ou até do próprio Bryan, Rebekah evitaria qualquer coisa que fosse relacionada ao seu filho e que pudesse prejudicá-lo. Sendo assim, Petra só poderia ir para o hospital, ver seu marido. E durante esses dois meses, ela ia até o hospital três vezes por semana e ficava no quarto em que Bryan estava, apenas sentada, sem fazer nada. Até hoje... Petra estava sentada em uma das poltronas confortáveis ​​ao lado da cama do hospital onde seu marido desconhecido estava em coma. Ela lhe segurava a mão, enquanto lágrimas desciam pelo seu rosto. Ela precisava falar com alguém, e se sentia estranha contando seus segredos para um homem que ela nunca tinha visto antes, mas sentia que precisava desabafar. Então ela segurou a mão dele e começou a falar: — Eu não sei quem é você, mas preciso falar com alguém. Minha irmã é tão malvada comigo. Ela me humilhava o tempo todo, desde quando éramos pequenas, e eu nunca entendia motivo, nunca fiz nenhum m*l a ela. Emma sempre foi ciumenta, ela sempre fez a cabeça do nosso pai para ficar contra mim, desde que éramos crianças, mas agora que estamos adultas, ela está ficando cada vez pior. Eu estou no meu limite, sinto que a qualquer momento irei fazer alguma loucura e acabar com tudo isso, todo esse sofrimento. Petra deixou algumas lágrimas escaparem e descerem pelo rosto enquanto continuava a falar. — E meu pai... ele também é horrível comigo. Ele sempre me compara com minha irmã e me faz sentir como se não fosse boa o suficiente. Não importa o que eu faça, nunca é suficiente para ele. — Ela suspirou e continuou a falar — Ele me culpa pela morte da minha mãe, ela morreu no meu parto, então, desde então, ele me rejeitou, e me deixava por perto apenas para ter algum benefício comigo, como esse casamento... Ela suspirou e apertou a mão do homem desconhecido. — Eu não queria me casar. Fui forçada a isso pelo meu pai, e agora estou presa em um casamento infeliz, em uma vida infeliz. Eu sinto como se a minha vida estivesse completamente fora do meu controle. — Ela sorri negando. — Na verdade, eu nunca tive o controle dela, nunca tive direito de escolha. Eu apenas tinha que aceitar o que meu pai escolhia para mim. Petra parou de falar e ficou em silêncio por um momento, olhando para o homem desconhecido que permanecia imóvel na cama. — Eu sei que posso superar tudo isso. Eu sei que sou forte o suficiente para lidar com isso, mas às vezes pareço não ter forças. Não tenho ninguém para falar sobre essas coisas, então falo com você, que é meu marido, mas, mesmo assim, é um estranho para mim. Espero que você possa me ouvir. Petra deu um beijo na testa do homem desconhecido e se levantou para sair do quarto. Enquanto saía, ela se sentiu um pouco mais leve, como se tivesse colocado uma parte de suas preocupações para fora do seu peito. . . . Petra saiu pela área de serviço e andou em direção ao jardim, em suas mãos, ela levava um kit de jardinagem, a mesma estava cansada de ficar parada sem fazer nada, a mesma às vezes lia um livro, mas precisava fazer algo diferente. Então, em uma vistoria curiosa pela casa, ela encontra o kit de jardinagem, e como Petra adora plantas, ela resolveu cuidar do jardim, plantar algumas rosas, dar vida aquela casa. Ela pediu que o motorista, Joseph, fosse comprar sementes para ela plantar, já que ela não poderia sair. Com a ajuda de um rastelo, Petra começa a preparar o solo, fazendo o nivelamento da terra e deixando tudo pronto para fazer a plantação. Agora com a ajuda de uma mini pá, ela faz pequenos buracos onde coloca as sementes de rosas, que são variadas, tanto em espécies como em cores. Após fazer a plantação, Petra pega um regador e começa a regar tudo. Agora era só esperar nascer, mas o trabalho não tinha acabado, ela teria que ficar cuidando das plantas para que elas cresçam bonitas e que floresçam ainda mais lindas. De longe, Rebekah, sogra de Petra, observava a menina toda feliz mexendo na terra. Petra já estava completamente suja de terra e suor, mas ela não estava se importando, a sensação de estar cuidando das plantas era relaxante em tantos níveis diferentes, ela se sentia alegre. Porém, Rebekah não gostava daquilo, ela não queria uma nora suja, ela queria uma nora elegante e refinada. Ela precisava tomar medidas drásticas para que Petra mudasse seu jeito, e Rebekah iria moldar Petra do jeito que ela queria, fazer dela uma mulher chique e refinada. Então, ela saiu da casa de Petra sem que ela visse que a mesma estava ali, e foi diretamente para o shopping, onde iria comprar roupas novas para sua nora. — A senhora Petra não gostará disso. — diz Joseph. — ela é uma moça simples. — Empregado não pode se meter na vida dos patrões, então, fica quieto. — diz Rebekah fazendo com que Joseph ficasse quieto e apenas seguisse as ordens que lhe foram dadas.
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