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Sadomasoquista: diário de uma ninfomaníaca assassina

READING AGE 18+

Michele Xavier NewAdult

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Eva nasceu em uma zona pobre de hellcity ou cidade inferno como costumavam chamar, envolvida pelo drama de seu pai que foi traído e abandonado por sua mãe quando ela ainda era um bebê de colo, cresceu cercada de dificuldades.
Mas era feliz ainda assim, com o pouco que tinha aprendeu a sonhar, tinha um grande amigo que a ajudava em tudo que precisava, ele era mais velho que ela e de total confiança, ao menos era isso que ela achava, ele se chama Anibal e era muito legal com ela, nutria já um sentimento de quase amor pela amiguinha embora ela ainda fosse apenas uma criança de 10 anos ele acreditava que um dia fosse ser namorada dele.
Já a pequena Eva sonhava com um príncipe de conto de fadas que iria a levar embora dali para morar em um castelo enorme com jardim e tudo, adorava as histórias que lia e estava sempre sonhando acordada.
Mas o tempo foi passando e logo Eva viu que nenhum principe chegaria e que talvez o melhor fosse se juntar mesmo a Anibal e tentar arranjar um meio de ajudar o pai.
Cansado de trabalhar e sofrendo ainda pela esposa Antônio vivia em constante sofrimento, viciado em álcool afogava suas mágoas na bebida esquecendo de cuidar e de olhar pela filha que agora era uma moça linda e atraente.
Com 16 anos Eva já era uma mulher feita, seus cabelos vermelhos como fogo chamavam a atenção por onde ela passava, era muito inteligente e avançou os anos de ensino médio duas vezes, tendo concluído o segundo grau com sucesso foi convidada a estagiar em uma empresa de pequeno porte no centro da cidade, aceitou vendo ali a oportunidade de crescer na vida e sair do subúrbio.
Porém Anibal não teve a mesma sorte, não conseguiu terminar o ensino médio e muito menos conseguiu um trabalho digno, com quase vinte anos agora sua única opção era entrar para a gangue dos caveiras, eles mandavam ali naquele lugar todo e nada acontecia sem que eles soubessem, mas para isso ele tinha que provar sua lealdade e só seria possivel se ele desse uma prova a altura.
Foi em busca de sua chance , mas quando ouviu o que teria que fazer hesitou, não poderia fazer aquilo preferia morrer, mas não tinha escolha, uma vez dada a sentença dos caveiras só restava cumprir, Anibal não era m*l e tinha que sustentar os avós que cuidaram dele com tanto carinho, então se viu sem escolha, levou Eva até o local que mandaram, ela estava tão feliz com o novo trabalho e as oportunidades que teria que era como arrancar parte do seu coração fazer aquilo com ela, no beco fechou os olhos e apenas viu quando seis caveiras a estupraram com violência, os gritos dela nunca vão sair da sua cabeça e o sangue descendo nas pernas dela muito menos, mas o que mais marcou foi o olhar de decepção no rosto dela, o desprezo com que ela o olhou foi demais, quando acabaram os caveiras a deixaram ali caída como morta, sem nenhuma reação, o agarraram desejando as boas vindas, afinal ele tinha dado para eles algo que queria muito e amava para provar que era digno.
Eva se arrastou cheia de dor até onde deu, depois tudo escureceu, quando abriu os olhos novamente estava em um Hospital ligada a aparelhos, lhe disseram o que houve e como a encontraram, mas ela não queria mais viver, com certeza perdeu o emprego, seu melhor amigo a fez isso, seu pai devia estar morto de vergonha, não mais a aceitaria em casa, tudo estava acabado para ela, o melhor era morrer, recusou-se a falar e não disse uma única palavra sequer desde aquela noite até o dia que teve sua vingança.
O tempo foi passando e Eva conseguiu se reestabelecer, graças a ajuda de uma ong que cuidava de casos como o dela, os caveiras e Anibal não foram pegos pela polícia que não arriscava por os pés naquela area, ela não voltou para a casa de seu pai, a ong lhe deu uma nova casa na cidade, seu trabalho ainda estava de pé e ela foi empurrando a vida com a barriga.
Dois anos depois quando fez 18 anos já tinha um trabalho fixo na empresa por sua competência e dedicação, mas nunca mais ninguém ouviu sua voz, nem mesmo seu pai até a semana seguinte quando ela em fim resolveu botar seu plano em, pratica, decidida a acabar com a festinha dos caveiras e de Anibal ela caçou um a um e acabou com todos eles, de uma maneira nada convencional, descobriu que sentia um prazer mórbido naquilo, em ver a luz apagar, a vida esvair dos olhos dele, começou a ter praticas sexuais duvidosas, viu que não existia só dor como a fizeram acreditar, dava pra ter alivio e teve, Anibal ficou por ultimo, mas ela não queria mata-lo, não ele a entregou sem pena aos seus amigos, mas ela faria o mesmo com ele, o entregou nas mãos de seus próprios "amigos", depois de deixa-lo quase morto em um beco, ligou para a ambulância, não queria que ele morresse, ele tinha que viver como ela, marcado, naquele dia ela falou e suas primeiras palavras foram para ele
__ Bem vindo ao meu mundo, amigo!
Cuspindo na cara dele ela saiu dali e nunca mais voltou aquele lugar, ela não era a mesma menina cheia de sonhos de contos de fada era outra coisa.

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Duba
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